Dificuldades emocionais pós AVC

Dificuldades emocionais pós AVC

A pessoa que sofreu um AVC (derrame) pode apresentar alterações no comportamento e/ou personalidade. Essas alterações podem ser resultado de uma lesão cerebral ou uma resposta emocional pela condição em que se encontra. Sendo assim, as principais alterações após o AVC são: impulsividade, apatia, labilidade emocional e depressão.
Impulsividade: é um tipo de alteração do comportamento, segundo o qual as pessoas passam a agir de forma imprudente, como por exemplo: querem andar sozinhas sem ter condições, outras querem dirigir, colocando a própria vida e a dos outros em perigo. Na presença dessa reação, é indicada a necessidade de orientação desse paciente, esclarecendo sobre os riscos a que ele pode estar sujeito diante de atitudes impensadas.
Apatia: é muito fácil de ser confundida com a depressão. As pessoas apáticas aparentam não se preocuparem com nada e podem ficar horas olhando para um único lugar. O que ajudará a pessoa com apatia é incentivá-la a movimentar-se e dar-lhe opções de escolha; mas é importante deixar claro que ela precisa escolher.
Labilidade Emocional: é um descontrole das emoções, como por exemplo: chorar com facilidade (muitas vezes, sem razão aparente), sorrir descontroladamente ou ter mudanças de humor repentinas. Como essas reações são efeitos do AVC, não adiantará pedir para o paciente parar de chorar; a atitude correta é perguntar como a pessoa quer ser tratada durante aquele período.
Depressão: pode ocorrer logo após o AVC ou num período posterior. Deve ser tratada logo que possível; caso contrário, dificultará a reabilitação. É importante que a família e os amigos entrem em contato com um médico ao notarem os sinais de depressão. Esses sinais podem ser percebidos por meio dos seguintes sintomas:

  • persistência de humor triste, ansioso ou negativo;
  • perda de interesse em atividades agradáveis;
  • sentimentos de culpa e inutilidade;
  • fadiga persistente;
  • insônia;
  • inquietação e irritabilidade;
  • mudanças de peso e apetite;
  • tentativas de suicídio;
  • esquecimentos ou perda de memória.

A depressão, quando tratada a tempo, aumenta a possibilidade de recuperação física e mental. Estudos têm mostrado que os pacientes cuja depressão foi tratada, recuperam melhor as funções, como: linguagem, memória e coordenação motora. Ao perceber os sintomas da depressão, deve-se procurar um médico para que ele possa receitar o antidepressivo mais adequado.
Outro recurso importante é a psicoterapia, quando associada ao uso da medicação.

De que forma cuidadores e familiares podem ajudar?

 

  • Por meio da criação de situações sociais nas quais a pessoa possa ser incluída, como por exemplo: passeios e encontros familiares.
  • Incentivar os pacientes a participarem de grupos de apoio, os quais também são úteis para aliviar os sintomas da depressão.
  • Motivá-los a cuidarem de sua aparência para melhorar a autoestima.
  • Incentivá-los a se manterem ativos, pois essa é a chave para a recuperação da depressão.

Referência:
Thinking And Behaviour issues After Stroke
Disponìvel em: http//www.heartstroketayside.org.uk/content/pdfs/ss9_thinking_and_beha- viour_issues.pdf

Elaboração:
Maria das Dores Oliveira Santiago Silva – Psicóloga dorinhasantiagopsico@hotmail.com
Equipe Interdisciplinar U-AVC – HMSJ – Joinville – SC

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